A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (09), o PL 499/2025, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que prevê a realização do rastreamento do câncer de mama a partir dos 40 anos. O projeto recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Com a aprovação, o texto segue para a Câmara dos Deputados.
O projeto do senador amazonense antecipa o início do rastreamento do câncer de mama pelo SUS, ampliando o exame anual a partir dos 40 anos. A medida visa detectar a doença mais cedo e aumentar as chances de cura, reduzindo mortes e custos futuros com tratamentos complexos. A proposta atende a recomendações de entidades médicas que divergem da política atual do Ministério da Saúde, destacando a importância do cuidado com a saúde da mulher.
Plínio Valério comemorou o avanço da proposta, destacando a realidade enfrentada por mulheres amazonenses do interior. “Elas chegam a Manaus já com câncer, tanto de mama quanto de útero, em estado terminal. E eu consigo, por meio de emendas parlamentares, ajudar muito a rede hospitalar do Amazonas, em particular o Hospital de Câncer. E o Dr. Gerson Mourão, que é um especialista na área, me trouxe esse pedido, me trouxe os números que me assustaram, e nasceu esse projeto. A gente se alegra porque está colaborando para mudar a realidade de muitas mulheres, afirmou o senador.
Em seu relatório, Damares Alves destacou a importância da realização dos exames antes dos 50 anos. “A literatura científica é clara ao indicar que o risco de desenvolver câncer de mama aumenta de forma importante a partir dos 40 anos de idade. No Brasil, esse dado adquire relevância ainda maior: cerca de 40% das mulheres diagnosticadas com a doença têm menos de 50 anos”, disse.
“Isso não vai falir a nação, isso vai salvar vidas, vai evitar leitos ocupados, vai deixar mulheres saudáveis para produzir mais, para voltar ao mercado de trabalho”, completou a senadora.
A senadora Dr. Eudócia (PL-AL), que é médica, destacou a necessidade de exames precoces para a detecção da doença. A parlamentar também ressaltou que a proposta vai reduzir custos, ao invés de tratar doenças em estágio avançado. “O tratamento [precoce] é totalmente diferente, porque está no início, e nós não teremos as complicações que são as metástases. Essas, sim, que matam. Essas que levam as pacientes para as UTIs. E aí, onera infinitamente mais o Orçamento da União”, afirmou.