Um mês após ser agredida pelo então namorado com 61 socos dentro de um elevador, Juliana Garcia fala sobre o processo de recuperação e os impactos físicos e emocionais do ataque. O caso ocorreu no dia 26 de julho, em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, e envolveu o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral. A vítima passou por cirurgia de reconstrução facial e ainda precisará de novos procedimentos devido a complicações na respiração.
Juliana contou que a reabilitação inclui acompanhamento médico multidisciplinar, com consultas semanais com equipe cirúrgica, fisioterapia, psicologia e psiquiatria. A mulher revelou que o relacionamento já apresentava sinais de violência psicológica, com desmerecimento físico e emocional antes do ataque.
A vítima relatou que o namorado a ameaçou pouco antes de iniciar a agressão, dizendo que iria matá-la. Segundo Juliana, a violência ocorreu após uma crise de ciúme relacionada a supostas conversas “comprometedoras” no celular dela, mesmo após o aparelho ter sido conferido pelo agressor. “Recebi uma ameaça na internet dizendo que iam vir a Natal e me dar 121 socos. Eram palavras horríveis, que não posso nem repetir ao vivo”, complementou.
Após a agressão, Juliana começou a participar de fóruns e usar as redes sociais para conscientizar outras mulheres sobre violência doméstica e direitos femininos. Ela afirmou que o ataque deixou sequelas emocionais, incluindo estado de vigília constante e medo de novas ameaças, inclusive online.
O ex-namorado foi preso em flagrante e teve a detenção convertida em prisão preventiva após audiência de custódia. Igor Eduardo Pereira Cabral virou réu por tentativa de feminicídio e aguarda julgamento, enquanto Juliana continua o processo de recuperação e alerta outras mulheres sobre os sinais de violência em relacionamentos.