Pelo menos seis pessoas foram intoxicadas por bebidas adulteradas com metanol em São Paulo, segundo autoridades de saúde. Três mortes já foram confirmadas e outros dez casos estão sob investigação. As vítimas ingeriram gin, vodca e uísque comprados em adegas e festas, sem saber que estavam contaminados com o álcool industrial.
O produto é usado em combustíveis, tintas e solventes. Os jovens que ingeriram a bebida contaminada enfrentam quadro de cegueira, coma e alguns não resistiram e morreram. Entre os casos mais graves está o de Rafael, de 22 anos, que está em coma profundo desde o início de setembro.
Conforme Helena Martins, mãe do rapaz, os médicos explicaram que Rafael não apresenta fluxo sanguíneo cerebral e desde então respira com ajuda de aparelhos. Ele saiu com amigos, consumiu bebidas de uma adega conhecida e passou mal logo depois. A mãe, Helena Martins, afirma que o quadro é irreversível: “Meu filho saiu para se divertir e nunca mais voltou.”
Diogo Marques, outro jovem que ingeriu o metanol, perdeu temporariamente a visão após misturar gin com energético. Ele acordou sem enxergar e passou três dias internado. Após ser submetido a uma bateria de exame, os médicos encontraram o metanol no sangue dele.
Diogo conseguiu recuperar a visão, mas Rafael não teve a mesma sorte. Outra vítima no estado é Rhadarani Domingos, ela bebeu a substância em uma festa de aniversário de uma amiga em um bar em uma área nobre. A jovem convulsionou na UTI e também perdeu a visão, a família tenta tratamentos para reverter o quadro.
“Eu fui em um bar comemorar o aniversário de uma amiga (…) Era uma região nobre, não era um boteco de esquina. Eu bebi três caipirinhas de frutas vermelhas com maracujá e vodka. Não tinha nenhum gosto diferentes, caipirinha é apenas uma dose de vodka mais caipirinha, fruta e gelo, e mesmo assim ela causou um estrago bem grande. Eu não estou enxergando nada”, disse em entrevista ao Fantástico.
A Vigilância Sanitária intensificou a fiscalização em bares e distribuidoras. A recomendação é clara: só consumir bebidas com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. A polícia já apreendeu garrafas suspeitas e investiga a origem da contaminação.

