A Colômbia se tornou o primeiro país a anunciar a suspensão da exploração de combustíveis fósseis e mineração em larga escala em sua porção da floresta amazônica.
O anúncio foi feito durante a reunião de ministros da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), realizada na COP30, em Belém, onde o país convidou as demais nações a fazerem o mesmo, transformando a Amazônia no “coração da ação climática”.
A ministra interina do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, Irene Vélez Torres, ressaltou que, embora o país represente 7% do bioma, a Amazônia constitui 42% do território nacional colombiano, totalizando mais de 483 mil $km^2$ protegidos.
Contraste com o Brasil e críticas indígenas
O movimento colombiano contrasta com a postura de outros países, como o Brasil, que mantém a exploração de gás em terra e prospecta petróleo na Foz do Amazonas.
A ONG Earth Insight estima que 14% da Amazônia continental se sobrepõe a blocos de petróleo e gás. A situação foi lamentada por lideranças indígenas na COP. O cacique Jonas Mura, do Amazonas, criticou a extração de gás pela Eneva em território não homologado: “Estamos ficando sem água potável, sem peixe, sem a nossa floresta. Ela está sendo destruída”.
A Colômbia reitera a pauta do presidente Gustavo Petro, que, em discurso pré-COP30, criticou chefes de Estado, afirmando que o fracasso no combate à crise climática é causado, sobretudo, pelos “interesses do petróleo e gás” em assembleias internacionais.

